10 novembro 2005

O Google diante de David

O lugar é Firenze, ainda hoje o "centro" da Toscana, região conhecida pela comida e vinho excepcionais na Itália. Mas, muito mais do que isso, conhecida por ser a Firenze onde nasceu quase tudo de importante que a História da Arte produziu. Quando coloco importante me refiro certamente àquilo que, de tão fundamental, inspira até hoje os novos grandes artistas. Casa de Michelângelo Buanorroti, Leonardo da Vinci, Ghirlandaio, Antonello, Carpaccio, Boticelli, Caravaggio e muitos.... muitos... Florentinos de nascimento ou de adoção.


De uma dessas virtuoses nasceu um moço de 500 anos, cerca de 4 metros de altura, corpo desnudo, testa um tanto tensa, um pouco estrábico em sua beleza clássica de inspiração grega. Sua mão direita repousa em tensão, semi-fechada, ao lado da perna, mostrando veias. É um rapaz lindo, considerado o mais lindo já esculpido em mármore por um homem. As tensões e a placidez se alternam dependendo de como vc o olha. É David, de Michelângelo. É uma imagem que não se esquece.

Mas o que David tem a ver com o Google lá do título? Vc leu a capa da Exame desta semana? A matéria principal fala de como o Google deixou de seu um buscador de páginas indexadas para ser um jeito de viver. E tem lá um exemplo que foi examente o mesmo que vivi diante da estátua de David. Depois de 1 hora a olhar os diversos ângulos da obra tinha algo me incomodando pois eu sabia que tinha havido muito polêmica sobre o caso da grande restauração pela qual passou a obra. Daí? O que fiz?

Sentei no banco (dos poucos) à esquerda de David, que fica na Galleria D'Academia, abri a LifeDrive, conectei no Google e em dois minutos sabia tudo! Só um resumo: tem gente que acha que o método usado deixou a estátua mais branca e brilhosa do que deveria... Eu acho que ficou linda ;-)

Leiam a materia da Exame. É muito boa! O Google vai sim dominar o mundo. Se é que já não o fez. (rizzo)

07 novembro 2005

A Prova dos Nove da Mobilidade


Muitos. Muitos mesmo. Amigos pessoais e meus amigos de trabalho estão me questionando sem entender muito porque, em plenas férias, eu continuo a checar emails, trocar informações digitais, enviar, opinar. Para eles, eu "não estou de férias!". Mandam que eu apague o computador, que pare de olhar o email! Que vá aproveitar as férias!

Mas ora, devo para eles (tenho feito isso sistematicamente) uma resposta. Como dizia Saramago, há um tempo para tudo. Um tempo para viver, um tempo para morrer. Um tempo para amar. Um tempo para nascer. E agora é um tempo para se mover. Mobilidade é uma palavra que está na origem e na explicação do comportamento do homem neste novo século. Só um exemplo: o que seria de nós sem a intensa necessidade dos navegadores, em se mover em busca de novos mundos? Novas conquistas e poder?
Se a obesidade será a doença a ser combatida neste século, não tenho dúvida que mobilidade é a palavra a ser pensada. E, exercitada. Sem exclusões. O pensamento é móvel. Mas uma LifeDrive da Palm com internet wireless e com a proliferação de hot spots é algo que cai bem na vida de quem precisa exercitar a onipresença de alguma maneira.

Querer estar em muitos lugares ao mesmo tempo é um desejo antigo do homem. Só conseguido na própria crença em Deus já que esta é uma qualidade, sabemos, divina. Mas agora ficou humana, vejam só! Sem ir contra e muito menos sem questionar as qualidades de Deus, me atrevo a dizer que a tecnologia nos permite essa onipresença. Tenho estado na Addcomm todo dia. Via Palm, via Notebook. Via fotos digitais. Assim como os milhares de turistas que cruzam comigo em férias.


E sabem que, mais do que fotos tiradas com máquinas digitais o que temos agora aqui são fotos tiradas com o próprio celular?!! Atrevo-me a prever que em mais um pouco e as máquinas sumirão das nossas mãos pois estarão acopladas no celular pelo simples fato que ali terão a possibilidade fundamental (já têm) de serem enviadas daquele exato momento direto para dividir com alguém em algum outro canto do mundo um fato "distante". E vem a pergunta da essência. Mas férias não é desligar de tudo? Viajar, parar de pensar em trabalho?

Pois é,aí entram as escolhas pessoais. Quando escolho ser feliz isso inclui o meu trabalho e, sinceramente, responder emails depois da vista deslumbrante do David de Michelangelo, sentada num bar, de frente para a obra de Giotto, no Duomo, é algo que posso achar muito especial...

E depois, tem sempre um hotel ocioso, um trem, um avião...Isto não me traz stress, não me angustia, não me tira o enlevo da visão da Pietá inacabada no Museu Duomo em Firenze. Isto é simplesmente mobilidade. É a tecnologia para seu prazer. Claro, se há os que preferem esquecer senhas, emails e tais... bem, é uma questão de escolha. E devem ser tão felizes quanto nós, os simples "mobiles" que são felizes em sair pelo mundo com mil olhos e mil conexões ;-)

A propósito, a primeira foto acima eu fiz de uma das janelas do Uffizi, o lugar onde dormem, todo dia, Caravaggio, Michelangelo, Leonardo da Vinci, Boticelli, Del Sarto, Antonello, Rafael, Tiziano e por aí... A segunda foto é minha pobre máquina diante do que não se pode descrever, um pedaço de Michalangelo no teto da Sistina. Heresia digital... Ao lado, um 'mobile" como eu, na central ferroviária de Firenze, flagrado pela minha máquina. (rizzo)

02 novembro 2005

Roma Eterna e iPod's

As férias são um momento necessário e obrigatório na vida de todo trabalhador. Se não fosse porque é preciso descansar seria, pelo menos, para se tentar ir a um lugar que nunca se foi na vida, como diria Jorge Luis Borges, o mago escritor.

Pois munida de uma boa milhagem pela Varig, nosso cliente, e por uma providencial estadia em apartamento de amigos em Roma, pode-se enfrentar o Euro com menos temor e mais bravura na cidade que ancorou momentos impressionantes da humanidade. Quando aqui se chega pensando em pizza e massa sai-se sentindo em um mergulho por Michelângelo, Bernini e Caravaggio e isso, é, definitivamente, a melhor situação que se pode viver por aqui.

Não se pode passar por Roma sem imaginar que as pernas vão gangrenar nas imensas e longas filas para se ver a Capela Sistina e sua indescritível visão do Deus pelo pincel de Michelângelo. Tanto que se espera nas filas, tanto doem as pernas... Mas logo só se sente... é a visão de cenas que sempre se ouviu falar e sobre as quais sempre lemos... o "Juízo Final".... os afrescos... a indescritível criação de Deus pelo homem... O Homem Michelângelo.

Estar diante de Michelângelo é algo que não se pode dizer. Por isso, vá a Roma se puder um dia. Ou sonhe em ir que também lhe fará bem. Mas na Capela Sistina tudo pode apenas começar. Mas, antes, é preciso dizer, é impressionante ver na fila como os iPod's proliferaram em todas as idades, como os jovens europeus enviam SMS com uma rapidez impressionante, as palms (como uma LifeDrive que me acompanha), me permite pensar menos na perna doendo por duas horas na fila e checar emails no trabalho... É a onipresença que tanto se discute sobre o Deus de todo mundo desde a Renascença... Mal e muito mal comparando... como tantos gênios tentaram descrevê-la na terra.

Bem, tem também as fontes e construções de Bernini, o Coliseu com sua impressionante história (não acredite em quase nada do filme Gladiador... acontecia tudo bem diferente... Outra hora conto...) cheia de magia, tempo e... bem... japoneses que te empurram, te imprensam... pois é... deixa pra lá.

E tem o Pantheon, a fonte de Trevi (imortalizada por Fellini em "Roma Cidade Aberta" com Anita Eckberg), a Fontana de Navona (aí da foto), tem o Foro Romano que volta a nos colocar diante de tanto poder e beleza antes e depois de Cristo. Bem, que vivam as férias que nos permitem estes momentos que não se conta, se murmura. E que viva Roma, por existir, apesar das tentativas em contrário desde os Cesares e atravessando os Berlusconis da vida... Ah, e viva as massas de Trastevere que nem só de arte e história se vive! ;-) (rizzo)

20 outubro 2005

Google assusta a Microsoft

Nos seus poucos anos de existência, o Google fez muita coisa. Inspirou medo no coração de grandes empresas da indústria da computação, mas também suscitou sua curiosidade. Com isso, a empresa obrigou a concorrência a se empenhar cada vez mais. Mas há uma empresa em particular que se sente especialmente ameaçada — a Microsoft. E por quê? Bem, os especialistas de Wharton têm algumas respostas bem interessantes. Entra elas porque os atuais e potenciais produtos do Google — bem como os de outras empresas — assombram a empresa de Bill Gates com a possibilidade de minar seu predomínio sobre a plataforma de desenvolvimento de softwares no decorrer das próximas gerações. Para saber mais, leia o artigo completo aqui. Fonte: Newsletter Wharton.