22 janeiro 2009

Campus Party #6 - Onde comer, o que ver e pessoas figuras.

Hoje passeamos pela Campus Party, já que perdemos as duas palestras da nossa agenda. Uma, por confusão de horários, a outra por não ter o fone de ouvido da tradução simultânea.
Primeiro, um passeio pela parte aberta do evento. Sim, sim! Até hoje qualquer pessoa pode entrar na parte aberta de graça e a partir de amanhã isso custará R$5,00.
Quando saimos aqui da arena, passamos pela catraca e chegamos na praça de alimentação. Lá temos algumas lanchonetes que não fazem débito, ou seja, estão completamente descartadas, e outras três que fazem. São elas: o espetinho Mimi, o Rei do Mate (não faz débito em cartões de chip) e o Di Nardi. Além disso, temos aqueles amendoins Bavarian e os churros de R$ 3,00.




Saindo da praça de alimentação, temos a feira de exposições. Alguns estandes são disputadíssimos (como o de games) e outros são bem vazios. Encontramos por lá o stand do Flickr, que tem uma mecânica bem interessante. O usuário pode escolher entre navegar com uma tag ou por um flickr que possua mais que 150 fotos. Dentro do túnel, as fotos referentes à tag escolhida aparecem e no final ele tira uma foto.



O stand da Telefônica apresenta alguns robôs e o disputado futebol de robôs. Para participar basta se inscrever e aguardar por lá mesmo.


A Tv Cultura e o Sesc Tv montaram uma tenda e estão transmitindo algumas coisas na sua programação. Eles param as pessoas, dão uns broches e a revistinha com a programação.



O SENAC oferece palestras durante o dia, algumas com temas legais e super disputadas. Ainda não conseguimos assistir nenhuma delas. Lá o visitante ganha um picolé, uma sacolinha, e pode ver alguns robôs que ficam por lá.







Fora isso, encontramos umas figurinhas por aqui, como:

O homem tv! Ele anda com essa tv o dia inteiro, que é ligada por uma engenhoca que pesa, segundo ele, uns 20kg.

O cara do Acre, que jura que não é nerd:



Os carentes de abraço:







Bom, ficamos por aqui. Nos sigam no twitter @addcomm !!

::adellearaujo

Campus Party #5 - Você também esqueceu o casaco?

Aqui no Centro de Exposições Imigrantes, onde o Campus Party está sendo realizado, está um frio gigante. Como no primeiro dia fez bastante calor, vários blogueiros e "twitteiros" aconselharam que os que ainda estavam arrumando as malas trouxessem roupas leves para enfrentar o calor. O que ninguém contava era com a frente fria que chegou aqui em São Paulo e que hoje está fazendo todos os participantes despreparados sofrerem bastante.

Vendo uma movimentação de edredons pela arena decidi andar do começo ao fim da bancada que estou sentada. O que percebi foi que MUITA gente esqueceu o casaco e deu nisso ó:





















::adellearaujo

Campus Party #4 - Debate sobre Mídias Sociais na Publicidade

O debate sobre Mídias Sociais na Publicidade aconteceu no CampusBlog e contou com a participação de Marcelo Tripoli (iThink), Lucas Mello (LiveAD), Mentor Muniz Neto (Bullet), Gustavo Fortes (Espalhe) e teve como moderador Carlos Merigo (Brainstorm#9).

O debate começou a partir do questionamento sobre a relevância do uso de blogs, twitter e outras mídias pelas agências, se os comentários deveriam ser abertos ou não e quem deveria escrever o conteúdo, os diretores, todas as pessoas ou apenas as que seriam direcionadas para isso.

Para os participantes, não adianta moderar os comentários pois há outros meios para que o consumidor se expresse, como twitter e blogs. A empresa que deseja utilizar as mídias sociais para chegar nesse tipo de público não deve se importar com isso, pois se o feedback for positivo as pessoas vão escrever mais sobre isso e gerar um retorno maior.

Nos dias de hoje, quase todas as pessoas possuem perfis em alguma mídia social e comentam sobre o que já comentavam com os amigos. Agora, porém, as opiniões ficam registradas na internet.

Sobre a moderação foi dito, ainda, que criar uma narrativa é fácil; difícil é gerenciar essa comunicação o tempo inteiro. Se o feedback é negativo, o desespero é maior, pois, quanto mais coisas se pode falar sobre determinado assunto, mais ele deve ser monitorado. Ou seja, não se pode criar uma campanha e monitorar só no começo, deve-se monitorá-la no durante e principalmente no seu término.

O moderador citou o case do Whooper, sanduíche da rede Burger King, que criou um aplicativo que incentivava os usuários do Facebook a deletarem pessoas das suas listas e isso fez com que o aplicativo fosse removido da rede social. Tal ação gerou uma polêmica entre blogs, twitters e até mesmo na tv.

A conclusão da mesa sobre o assunto foi que o Brasil ainda está engatinhando na produção de aplicativos ou campanhas que gerem polêmicas, visto que falta coragem das agências para apresentar esse tipo de briefing para o cliente, pois não adianta ele pedir campanhas em redes sociais ou até mesmo de marketing viral se não for um cliente transparente e sem problemas a esconder. Para eles ainda faltam no país empresas bem-resolvidas que queiram entrar nesse tipo de mercado.

Outro ponto discutido foi sobre o critério de escolha de blogueiros para participar de promoções. Como existem blogueiros que dão audiência e outros que não dão, deve-se convidar os dois tipos. O primeiro porque propaga a campanha e o segundo por ser mais sincero e não cobrar.

Sobre a inovação de sucesso, os debatedores falaram que a agência deve insistir pro cliente que determinada ação vai dar certo, mesmo que nenhuma outra tenha feito. Isso deve ser feito junto a um gerenciamento de clientes que foram educados pelas próprias agências.

Uma das perguntas feitas foi se as mídias sociais devem ter facilidade para trabalhar com as agências ou se as agências devem, primeiramente, trabalhar as idéias e organizá-las para depois trabalhar com as mídias sociais. Eles concordaram que as idéias devem ser primeiramente organizadas e depois trabalhadas. Os participantes ainda completaram que as pessoas e os clientes não são maduros o suficiente para interagir com as mídias sociais.

O desafio de levar ao cliente uma idéia que não fique apenas na mídia social, e sim na vida do cosumidor, faz com que a agência reflita que não é apenas tecnologia e mecânica que importam, mas também a forma que se chega no consumidor final, pois o mais importante para qualquer campanha é ele.

Para fechar, eles falaram sobre marketing de guerrilha, que faz com que a idéia seja viralizada. Citaram um exemplo de que não adianta fazer um investimento de R$ 300.000 em um site e ninguém falar dele. A agência deve pensar em estratégia de street jobs para o seu cliente e apresentar sob a seguinte premissa: não adianta lançar um produto, deve-se lançar "O" produto.


Qual a sua opinião sobre a relação da publicidade com as mídias sociais? O que você acha sobre marketing de guerrilha? Responda nos nossos comentários ou através do twitter, basta seguir @addcomm.


::adellearaujo

Campus Party #3 - Painel sobre Mídias Sociais nas Corporações

O painel sobre Mídias Sociais nas Corporações foi composto por Roberto Machado (DoceShop), Oswaldo Gouvêa de Oliveira Neto (Peabirus), Stelleo Tolda (Mercado Livre) e Marcelo Vitorino (Amélias). O moderador foi Fábio Seixas (Camiseteria).

Os participantes começaram o painel falando do tamanho da internet em São Paulo, que corresponde a 19% do país, e o soltaram a seguinte pergunta:

Fazer um site em formato de rede social é dar liberdade pro usuário?

Para os participantes, toda informação, por mais complexa que seja, renova confiança pro usuário. O que a agência precisa é ter um contato anterior com o cliente, explicar o que são as mídias sociais, de que elas tratam e o tipo de retorno que isso gera.

Um dos problemas discutidos no painel foi sobre a liberdade do usuário. Por exemplo, no twitter o usuário é totalmente livre, pode falar o que quiser. O problema de confiar nesse tipo de mídia social é que as pessoas não estão acostumadas com a liberdade que ela oferece, esquecem que quando criticam uma empresa ou um representante dela estão prejudicando centenas de pais de família e de pessoas que necessitam daquele emprego.

Para interagir em mídias sociais, o responsável pelas ações deve se preocupar em saber interagir com os diferentes grupos sociais que ali estão. Para cada um deles deve-se desenvolver uma linguagem diferente, não para ser dita, e sim para ser interagida. Ou seja, deve-se agir como integrante da mídia social e não como um gerador de mídia.

Outra coisa discutida foi a participação na informação, já que não podemos apenas distribuí-la sem participar. Por isso devemos monitorar os grupos sociais que interessam (o público-alvo) e desenvolver cada estratégia separadamente. O consumidor deve ser escutado até o fim.

Um dos fenômenos da liberdade é a utilização do Orkut para fins comerciais. Como o usuário passa bastante tempo nas redes sociais, surgem usuários do tipo "comercial" que, em vez de apenas criarem comunidades ou redes sociais isoladas, criam perfis das empresas que ele representa, o que torna-se bastante incômodo para os demais.

Sobre o controle do mundo corporativo nas plataformas de mídias sociais, os participantes falaram que era impossível controlar. As empresas precisam se habituar a trabalhar voltadas para as redes sociais, para o público, sem se incomodar com a liberdade que ele tem.

Para fechar, eles falaram sobre o case Obama, que desenvolveu a estrutura da campanha política mais importante do mundo na internet. Apresentando um custo baixo, por só utilizar redes gratuitas (flickr, blog, twitter, entre outras) que atingiam o seu público-alvo, ele desenvolveu um relacionamento direto com o consumidor e criou uma dinâmica nova de política.

Agora nós perguntamos: o que é a liberdade pro usuário? É uma rede social? É um blog? Respondam nos comentários ou para o nosso twitter: @addcomm !!




::adellearaujo